Ao visitante

Chesterton dizia que, na tentativa de criar uma heresia só dele, acabou criando seu famoso livro, “Ortodoxia”. Este blog não aspira a tanto, nem ser lido por muitos, nem ser só meu. À Procura do Impossível trata-se primeiramente da crença de que um homem ordinário pode encontrar a "chave para um Reino", onde existe sentido pleno para o cotidiano. Em segundo, estas simples narrativas mostram evidências, erros e esperança, para que outros caçadores não parem de estar à procura do impossível.

Bem Vindo!

B.W Riccardo


domingo, 25 de junho de 2017

O Cortejo de Leech

Comecei imaginando quantos ali, naquele salão suntuoso, o conheceram nas ruas. Se pudessem falar, algumas mães solteiras diriam de como, no momento mais difícil, em um beco ou túnel foram surpreendidas pela bondade daquele homem com sorriso infantil. Poderia haver dezenas do lado de fora, os quais venceram a heroína no momento em que ela devastou o país. Estavam ali para dar o ultimo adeus ao homem que falou a elas de um “Deus social”.

Soube da existência de Kenneth Leech através de algumas referencias de seus livros mais famosos, contando sua luta em alcançar uma juventude viciada em drogas, e outros problemas sociais. Meses depois, tentei entrar em contato com ele. Ele já não respondia emails. Fui respondido por David, que havia sido um de seus discípulos. Disse a David que procurava alguns arquivos de áudio e vídeo de Leech, que até então não podiam ser achados. David seguramente absorveu o cristianismo de seu professor. O cristianismo para eles se concentra na alegria de doar. David me enviou por postagem tudo que conseguiu juntar. Nem mesmo aceitou receber o valor do envio. Nesses tempos, quando o cristianismo subliminarmente ensina que melhor é receber do que dar, eu soube da morte de Leech. Espero que não apenas David, mas que exista no mundo mais alguém preocupado com os temas humanos que tão apaixonadamente Leech abordou. Os meus vídeos mostram um homem que com pouca presença física e palavras muito simples e bem humoradas, ensina sobre o que ele chama de “Ortodoxia Subversiva: Fé Tradicional e Compromisso Radical”. Eu terminei pensando nisso tudo, me imaginando ao lado de David enquanto o cortejo funebre de Leech passava, e eu, com muitos outros marginalizados pela sociedade, pela religião e pelo sistema, aplaudíamos de pé.

(2015)



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O Reino como uma terra distante

“Percebi, que os contos de fadas que minha babá me contava, me faziam mais bem que toda a teoria do homem moderno”. G.K. Chesterton

Mas Jesus lhes ordenou: “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas”. Mateus 19.14


Como na postagem anterior, começo a narrar minha própria experiência em acreditar que Deus esconde em lugares inusitados, certas pistas de como encontrarmos seu Reino. As mais confiáveis estão na Bíblia, as seguintes, entre outras, estão nos contos de fadas.

O Reino como uma Terra Distante

Para Légui minha prima, e os livros rosas de princesas que ela carrega.

Peter por anos tem trabalhado muito. Como um homem de negócios, as exigências da vida, as oscilações do mercado financeiro, alteraram drasticamente seu humor, suas convicções, e o mais trágico, suas lembranças.

Peter foi herói na minha infância. Queria eu ser como ele a vida toda. Mas agora, como eu, Peter acorda muito cedo, não tem tempo para a família, para brincar, Peter não tem amigos. A correria de Londres, onde agora vive, sufoca Peter.

É esse o cenário no qual começa o enredo do que infelizmente, “foi” um dos meus filmes favoritos, “ Hook - A Volta do Capitão Gancho”. Genialmente trágico, aqui Peter, “o Pan”, interpretado por Robin Williams, deixa seu lar, a Terra do Nunca, onde os meninos órfãos são crianças para sempre.  Peter é órfão também, mas tem o dom de tornar a vida de seus seguidores sem escola e sem bons modos, uma vida feliz.

O que vemos em Hook, é que de modo parecido com a parábola, para Peter, “quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas, sufocam... (Marcos 4:19)”, a semente da aventura eterna nele, e ele não sabe mais voar, e mais tragicamente, ele não brinca mais.

No meu post anterior, eu falei de quando perdi totalmente meu interesse pelo gênero fantástico. Filmes de ficção que antes eram meus favoritos, no meu novo mundo não têm mais lugar. E diferente de Paulo, que quando se tornou homem deixou para trás as coisas de menino (I Coríntios 13.11), as abandonei não para avançar para a maturidade, como o apóstolo, mas as deixei por perder a inocência e a singeleza, a intensidade da aventura, como ocorreu com Peter e Robin. 

Na história, quando os meninos vem à Terra para levar Peter de volta ao seu lar, nos deparamos com o maior desafio, que não é tornar um menino num homem, mas levar um homem a ser novamente como criança.  A recuperar a fé de que um dia, as forças do mal, aqui personificadas em Capitão Gancho, acabarão por fim totalmente aniquiladas.


Eu comparo aqui a Terra do Nunca com o Reino de Deus na parábola das dez minas, porque um rei precisava ir a uma terra distante e depois voltar (Lucas 19. 11,12). E acreditar que seu reino estaria acabado só porque ele não estaria mais lá, não lhe ocorria. Então o Reino não é uma fuga da realidade, mas a esperança concreta de que definitivamente um outro reino existe, nele, como na parábola dos lavradores (Lucas 20.9-16), o dono da terra voltará de uma terra distante e matará aqueles homens maus, as crianças vencerão os piratas que roubam-lhes a escola, e nós voaremos.   





terça-feira, 15 de setembro de 2015

O Reino como uma semente mágica

“Percebi, que os contos de fadas que minha babá me contava, me faziam mais bem que toda a teoria do homem moderno”. G.K. Chesterton

"Os contos de fadas não dizem às crianças que existem dragões. As crianças já sabem que os dragões existem. Os contos de fadas dizem às crianças que os dragões podem ser mortos". G.K. Chesterton

Mas Jesus lhes ordenou: “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas”. Mateus 19.14

Peterson foi o primeiro que encontrei acreditando nisso. Talvez como grande parte dos seus leitores adultos, não entendia seu constante retorno a Tolkien e o seu “O Senhor dos Anéis”. Primeiramente, deve ter sido porque a muito perdi o interesse pelo fantástico, desde que não me considerei mais parte do público infanto-juvenil. Já Buechner, no “Evangelho como um conto de fadas”, revela o que me parecia ser “sua obsessão pelo Mágico de Oz”, porque acha que o incrível e as lições nessa mesma narrativa, o remetem a pensar no Evangelho.

Agora, começo a narrar minha própria experiência em acreditar que Deus esconde em lugares inusitados, certas pistas de como encontrarmos seu Reino. As mais confiáveis estão na Bíblia, as seguintes, entre outras, estão nos contos de fadas. Neste exato momento, me faz todo sentido que só os que se tornarem semelhantes as crianças herdarão o Reino dos céus  (Mateus 19:14) , porque uma criança não duvidaria se você dissesse que Deus tem para elas um "País das Maravilhas". Eu na verdade não passaria a dar real credibilidade a E. Peterson, F. Buechner ou a C.S Lewis, se de súbito, não fosse levado a me desarmar do meu preconceito, e perceber que sobre óticas e para fins diferentes, os evangelhos e a história abaixo me levam a pensar na mesma coisa. 


O Evangelho segundo João e o Pé de Feijão

“Disse, pois: A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei? É semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou na sua horta, e que cresceu e fez-se árvore; e as aves do céu pousaram nos seus ramos”. Lucas 13.18 e 19


João era criança quando sua mãe o manda ao mercado negociar uma vaca. Um estranho oferece-lhe grãos de feijão mágicos, a semelhança das parábolas de Jesus, que afirma existir uma semente que se transforma num reino (Marcos 4. 26-29). E se você acha que João realmente precisava ser criança para realizar tal barganha, você acertou. João, a semelhança de “um homem, que tendo encontrado [um tesouro num campo], escondeu-o novamente. Então, transbordando de alegria, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele terreno”(Mateus 13.44). João não precisava ver os resultados para crer, se existe grãos mágicos que podem nos levar ao céu, o que seria os nossos bens diante disso? João aceita o investimento que para dar retorno precisa ser semeado.

A mãe de João, como qualquer adulto, não pode mais acreditar, e fica furiosa, lança fora os grãos, que novamente, a semelhança das parábolas nos evangelhos, cresce a noite sem que ninguém veja (Marcos 4.27). Daí cresce o pé de feijão que dá a João acesso ao céu, onde vive um gigante que possui “uma fonte de ouro”.

Recentemente, uma versão de outra fábula, O Gato de Botas, mistura-se com a fábula de João, dando à história uma roupagem ainda mais próxima das parábolas bíblicas, porque para crescer, os grãos precisavam ser semeados no terreno certo (Mateus 13.23).

Em algumas partes do mundo, ou em alguma parte de nossas vidas, a semente que simboliza a Palavra de Deus na parábola de Mateus 13, se tornou aos olhos dos homens apenas um conto de fadas antiquíssimo. E novamente, ninguém pode entrar no Reino, por que quem teria a capacidade de acreditar que uma semente pode nos levar para onde estaremos livres do julgo deste tempo, se não uma criança? Que rei se não Josias ainda moço, ao encontrar o Livro, acreditaria de todo o coração que as palavras ali escritas eram verdade? (II Cronicas 34).

João, como são as crianças, nos ensina não com o que ele diz, mas com o que ele faz, porque as atitudes dizem muito sobre o que somos e o quanto cremos, e mesmo uma mãe que pode simbolizar um mundo descrente, não pode impedir que as sementes de João cresçam, e o leve mais alto do que as pessoas que não conseguem ver nos grãos mágicos, nada além de grãos de feijão.

Tanto Buechner quanto Chesterton já tentaram me explicar antes, que acreditar em algo como grãos que podem chegar a um reino sobrenatural, é tão absurdo quanto conseguir viver neste mundo sem acreditar em nada, mas, parece que é João que consegue me explicar melhor.  




quarta-feira, 17 de junho de 2015

Andando com Deus (Parte II)

“...Noé era homem justo, íntegro entre o povo da sua época; ele andava com Deus”. Genesis 6.9

Pela citação acima imaginamos um Noé heroico. E não poderíamos por agora pensar em um quadro melhor do que a face de piedade de Russell Crowe, no filme sobre ele.

Negócio honesto. Do tipo que vai à igreja. Seus garotos nunca se envolveram com drogas. Teria sido um exemplo na maçonaria. Daí inferimos que não é de se surpreender que Deus tenha andado com ele.  

Mas está no final da história de Noé, um do tipo mais parecido com a maioria de nós. E ultimamente é esse Noé que quero entender, porque talvez olhando pra ele, tenho alguma esperança de que Deus ande comigo, um anti-herói. 

Depois de andar com Deus por muito tempo (põe tempo nisso!), ele ficou bêbado e amaldiçoou um filho (Gênesis 9.25). E pelos relatos posteriores que vemos sobre quem foi Noé (Hebreus 11.7), tenho a impressão que os fatos ruins não fizeram cessar a amizade entre eles. Noé andou com Deus e ponto.

Taylor se tornou meu amigo em 2005. É um dos melhores que já tive, e duvido que isso mudará. Taylor talvez seja tão imperfeito quanto eu, mas tem algo de divino nele, parece que pra ele, não há algo de tão ofensivo que justifique o termino de uma amizade.

Noé chegou ao final da vida “imperfeitão” (Genesis 9. 21 a 24) mesmo depois de séculos andando com Deus. Não se pode ler que Deus o tomou para si como foi com seu bisavô Enoque (Gn 5.24), mas dentro de suas limitações, ele andou com Deus. Deus não se constrangia em sair por aí com um tipo imperfeito, Noé não se intimidava em andar com um “perfeitão”.   

Hoje de súbito me ocorreu que Deus pode ser de um tipo assim, talvez em Sua mente, mesmo quando erramos, se insistimos em andar com Ele, nada interrompe nossa caminhada. No fim, quem sabe eu me firmarei na paz em aceitar que meus maiores erros não acabarão com a amizade, e já velhos, seguindo o mesmo costume de sempre, Taylor e eu voltamos a pé, depois da ultima rodada. 

sábado, 9 de maio de 2015

Os Anormais

Disse Jesus: "Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e os que vêem se tornem cegos".
João 9:39

E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.
Friedrich Nietzsche

“Pensar contra a corrente de seu tempo é heróico; dizê-lo é uma loucura.”
Eugéne Ionesco


Assisti ontem com minha esposa um filme baseado em um conto incrível de Poe, “ O Sistema do Doutor Alcatrão e do Professor Pena.”  Essa é uma história que se passa em um manicômio. Um rapaz que se dizia médico (residente), aparece nesse estranho lugar dizendo-se um ex-aluno de Oxford, querendo estar ali para aprender mais sobre os métodos de tratar doentes mentais do final do século XIX.

Quando o jovem médico chega ao manicômio, percebe que os “ loucos” são tratados por uma espécie desconhecida de tratamento, o “sistema de brandura” , uma espécie de tratamento de cura em liberdade, onde os pacientes poderiam dar vazão as suas alucinações. O Dr. Maillard, quem dirigia a instituição, argumentava com o jovem médico que podia curar seus pacientes dessa forma, levando-os se possível, a se tornarem aptos a viverem em sociedade.

O médico não podia entender a legitimidade de tais métodos. Nisso tudo, Poe parece demonstrar que os tratamentos convencionais de sua época eram a base de violência e exclusão. Em certo momento, ainda no começo de sua estadia ali, o médico descobre no subsolo do edifício, que os verdadeiros dirigentes da instituição estavam presos, os internados haviam se revoltado, encarcerado os médicos e enfermeiros, e assumido o manicômio.

O que há de mais magistral nisso tudo, são os questionamentos que Poe nos leva a fazer. Durante o domínio dos “loucos” há respeito mutuo. Homossexuais, que eram acusados de doença mental, podiam conviver com os outros livremente. As pacientes que eram abusadas pelos funcionários, agora são tratadas com respeito. No manicômio, quem trata com crueldade e intolerância, são os “normais”, os “insanos” sabem conviver e tolerar as dificuldades.  

Da cidade puritana de Boston, Edgar A. Poe certamente encontrou muita oposição em sua época por geralmente tratar do macabro em sua literatura, mas a profundidade de seus questionamentos, é inquestionável, tanto em seu tempo, quanto hoje. Alguns apenas não o ouviriam porque ele é estranho de mais para os normais. Tomara eu encontrar por aí mais um louco, que acha que há algum sentido em Poe.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O Reino como um Abrigo

“E dizia: A que assemelharemos o reino de Deus? ou com que parábola o representaremos?
É como um grão de mostarda, que, quando plantada, é a menor semente de todas.
No entanto, plantada, ela cresce e se torna a maior de todas as hortaliças, com ramos tão grandes que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra".
Marcos 4:30-32




É em Marcos 4.32 que encontramos uma das mais fascinantes definições sobre o Reino de Deus. É a ideia do Reino como um abrigo o que há de bom de mais para ser mais que parábola, porque onde existir Reino de Deus, ali se cumprirá a escritura que diz que “Deus dá um lar ao solitário” (Salmo 68.6).

O que a principio uma semente minúscula, no futuro “abrigaria”. O que no começo foi uma palavra (ou A Palavra) lançada sobre um, hoje é uma casa para muitos. O que foi um pão, apenas um pão, lançado sobre as águas, agora o curso do rio traz o milagre da multiplicação.

Tão logo o desabrigado (de qualquer tipo que seja) descobre que essa espécie de semente pode vir a ser um abrigo, ele ouve de Jesus o acréscimo de que esse abrigo é para as aves do céu. E certamente alguém não conhece um símbolo maior de liberdade do que as aves do céu (Veja que não são as aves da terra como a galinha e o peru em suas limitações). Ao invés de lhes ser prisão, o Reino é um lar.

Bem ali, na comparação do Reino com a menor das sementes, corremos o risco de nossa interpretação apressada não perceber que Jesus não dá margem a limitação de nossa visão, ao dizer que o Reino se tornaria “a maior das” (Marcos 4:32). Mas infelizmente, para muitos de nós, o maior dos abrigos ainda continua como a menor das sementes.  

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

SUPERBOOK



De volta ao começo dos anos 90, lembro-me das vezes que meu pai chegava em casa com fitas VHS alugadas. No começo, provavelmente, nossos vídeos preferidos devem ter sido os da série infantil, “SUPERBOOK”.

Superbook, ainda que imperceptivelmente, talvez tenha despertado minhas primeiras impressões sobre a profundidade do universo da leitura, e especialmente da Bíblia.

Duas crianças e um robô estavam diante da Bíblia quando uma voz (eu acho que era isso) os transportava no tempo para dentro das histórias do Antigo Testamento. O que é diferente de ler ou ouvir as histórias, eles viviam. Eles estavam lá com Josué quando as muralhas caíram. Eles ajudaram o medroso Gideão a se descobrir um herói.

Tenho encontrado pessoas, e especialmente nos últimos meses, que humildemente admitem suas dificuldades de lerem a Bíblia.  As razões podem ser muitas, mas talvez um grande problema é olhar nelas super-herois distantes, ao invés de homens falhos, que podem se sentar conosco no trajeto Vitória X Rio. Nas filas enormes do SUS. Nas horas intermináveis de espera nos aeroportos, e nos ensinar sobre como a misericórdia de Deus nos alcança.

Às vezes sou criticado por ler romances. Mas não os leio. Mergulho neles ao invés.   Nada mais contrário ao superficial do que mergulhar. Só em um livro aberto há a possibilidade das crianças e um robô mergulhar no tempo. Encontrar um Moisés que fugia, um Saulo confuso, e diante de tal possibilidade, eu admito, apenas ler é na verdade chato de mais.    

Se eu me perguntar quando exatamente começou meu fascínio pela Bíblia, sinceramente, tenho dúvida se a resposta mais exata, não estaria simplesmente na mesma voz que eu ouvia chamar as crianças à mergulharem no Super Book. 

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