Ao visitante

À Procura do Impossível trata-se dos momentos nos quais me lembro que, por trás do cotidiano, existem coisas incríveis.

B.W Riccardo


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

SUPERBOOK



De volta ao começo dos anos 90, lembro-me das vezes que meu pai chegava em casa com fitas VHS alugadas. No começo, provavelmente, nossos vídeos preferidos devem ter sido os da série infantil, “SUPERBOOK”.

Superbook, ainda que imperceptivelmente, talvez tenha despertado minhas primeiras impressões sobre a profundidade do universo da leitura, e especialmente da Bíblia.

Duas crianças e um robô estavam diante da Bíblia quando uma voz (eu acho que era isso) os transportava no tempo para dentro das histórias do Antigo Testamento. O que é diferente de ler ou ouvir as histórias, eles viviam. Eles estavam lá com Josué quando as muralhas caíram. Eles ajudaram o medroso Gideão a se descobrir um herói.

Tenho encontrado pessoas, e especialmente nos últimos meses, que humildemente admitem suas dificuldades em ler a Bíblia.  As razões podem ser muitas, mas, talvez, um grande problema é olhar nelas super-heróis distantes, ao invés de homens falhos, que podem se sentar conosco no trajeto Vitória X Rio; nas filas enormes do SUS; nas horas intermináveis de espera nos aeroportos, e nos ensinar sobre como a misericórdia de Deus nos alcança.

Às vezes sou criticado por ler romances. Mas não os leio. Mergulho neles ao invés. Nada mais contrário ao superficial do que mergulhar. Só em um livro aberto há a possibilidade das crianças e um robô mergulhar no tempo. Encontrar um Moisés que fugia, um Saulo confuso, e diante de tal possibilidade, eu admito, apenas ler é na verdade chato demais.    

Se eu me perguntar quando exatamente começou meu fascínio pela Bíblia, sinceramente, tenho dúvida se a resposta mais exata, não estaria simplesmente na mesma voz que eu ouvia chamar as crianças a mergulharem no Super Book. 

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