Ao visitante

À Procura do Impossível trata-se dos momentos nos quais me lembro que, por trás do cotidiano, existem coisas incríveis.

B.W Riccardo


sábado, 3 de janeiro de 2015

Na estrada de volta para Jerusalém

“Os dois tolos no caminho de Emaús, eles podem bem ser você e eu”. J. Upton

“Não queimava dentro do peito o nosso coração quando ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras?” Os discípulos no caminho de Emaús

“O fim de toda nossa procura será chegar ao lugar onde começamos, e então, conhecer o lugar pela primeira vez”.          T.S Elliot

“Suas promessas não são em vão” F.W Faber

Dois caras andavam desiludidos para fora de Jerusalém. Certos tipos de desapontamentos podem deixar nas pessoas marcas profundas, mas o deles, creio eu, é o maior de todos. Eles estavam desapontados com Deus! (Lucas 24. 13-21).

Certos projetos arquitetamos para nós mesmos. E, apesar do esforço e expectativa, eles não dão certo. Logo nos consolamos acreditando que Deus tem algo melhor para nós, ou, simplesmente não era o tempo.   

Algumas vezes não é simples assim, estamos certos de que o que fazemos e planejamos é para a glória de Deus, temos certeza de que nossa esperança está na pessoa certa (Lucas 24.21), e Deus não intervém. Ele sabe que queremos agradá-lo, mas deixa aquilo morrer (Lucas 24.20).

Anos atrás, um amigo e eu começamos um projeto um tanto inovador de estudo bíblico, e outros amigos se juntaram a nós. Nos anos anteriores aquele, já havíamos passado por desapontamentos, e colocamos a expectativa no estudo bíblico como o caminho para restauração dos fracassos recém passados. Estávamos errados! Fomos terrivelmente frustrados. Deus deixou que o sonho morresse, e todos se dispersaram por estradas opostas.

Algumas vezes, Deus parece que torna os nossos olhos impedidos de ver (Lucas 24.16). Trilhamos a estrada da dispersão, mas não nos damos contas de que Ele trilha a estrada conosco. Além de não perceber Deus na estrada, erramos terrivelmente em perceber que Deus vai tentando nos explicar as Escrituras, e nosso coração ainda queima por elas! (Lucas 24.32)

Este ano fomos convidados a expor as Escrituras para alguns grupos de estudo bíblico. As pessoas e os lugares não são os mesmos que tínhamos projetado a ideia. Mas a metodologia ainda tem como base aquela de anos atrás.

Só a essa altura eu notei que, quando os caras perceberam o fogo que as Escrituras faziam queimar em seus corações, elas fizeram-lhes levantar, e naquele mesmo momento percorreram toda a distância de volta à Jerusalém, o lugar da promessa (Lucas 24. 49).

Eu ainda não sei por que Deus nos permite ir por direções inversas, mas eu percebi que Ele vai conosco pelo caminho. Suas palavras mantêm a chama queimando, e não há nada que Ele disse, que não aconteça na hora certa.  

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