Ao visitante

A Procura do Impossível trata-se dos momentos nos quais me lembro que, por trás do cotidiano, existem coisas incríveis.

B.W Riccardo


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Reino como um Baile de Gala

"Ao ouvir isso, um dos que estavam à mesa com Jesus, disse-lhe: "Feliz será aquele que comer no banquete do Reino de Deus".
Jesus respondeu: "Certo homem estava preparando um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora de começar, enviou seu servo para dizer aos que haviam sido convidados: ‘Venham, pois tudo já está pronto’.
"Mas eles começaram, um por um, a apresentar desculpas". Lucas 14:15-18

"O servo voltou e relatou isso ao seu senhor. Então o dono da casa irou-se e ordenou ao seu servo: ‘Vá rapidamente para as ruas e becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos’... "Então o senhor disse ao servo: ‘Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar, para que a minha casa fique cheia. Lucas 14:21-23

"Ele me levou ao salão de banquetes, e o seu estandarte sobre mim é o amor." Cantares 2:4

“O Reino de Deus... é alegria...” Romanos 14:17

O Reino de Deus também é como uma ceia de natal com a família do Rei, e o excluído foi convidado. Aqui, o excluído não comerá à mesa de empregados. Ocorreu ao rei de algum lugar, que houvesse um baile de gala onde o desprezível tem no seu convite acesso à sala vip.

O Reino de Deus, como somos alertados, não é comida nem bebida (Rm 14 : 17), mas a ultima coisa que ele deixaria de ter seria suplemento pleno. O Reino de Deus não é comparado à distribuição de verduras da assistência social, da prefeitura de certo reino. Com a palavra “banquete”, Jesus aguça o imaginário sobre o Reino de Deus a semelhança de uma festa com muita comida. E que festa! Ele talvez espanta sua audiência ao dizer que, existe um lugar onde o excluído senta-se com o rei e seus homens de honra, com a mesma naturalidade que se sentaria com seus amigos de bebedeira em um sopão da pastoral.

Poucos meses atrás eu andava pelo centro do Rio enquanto Deus me ensinava coisas sobre o Reino, que me ofuscavam a beleza do Rio. Eu fui tomado por uma contemplação (limitadíssima é claro) do funcionamento do Reino de Deus. O Reino de Deus é o lugar onde o faxineiro é o pastor do homem de negócios. Onde um magistrado ouve um iletrado alertá-lo sobre a justiça de Deus. Onde qualquer que seja a cor da pele ou peso do corpo, a estima é igual não apenas no papel, mas na prática. Qualquer cenário onde pessoas desfrutam de privilégios especiais por causa de “coisas externas”, pode no máximo ser “igreja”, mas nunca Reino de Deus.

O Reino é uma festa com aparentemente um ambiente, o principal. A própria mesa do Rei onde a alta cúpula (Abraão, Isaque e Jacó) é convida a se sentar, o mendigo também o é. Talvez por isso os ricos e religiosos não querem ir. Na minha cidade, as meninas de classe média diziam: “festas caras são melhores, porque não vai qualquer um”. E no Reino de Deus, o cara que entregava os convites foi mandado aos lugares justamente onde estavam esses “quaisquer-uns”, onde a impossibilidade de pagar por tal presente é óbvia.   

O Reino de Deus é o evento do ano, onde tudo que exclui as pessoas, seja lá por que motivo, será deixado do lado de fora. 

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